sábado, 16 de Junho de 2012

A Resistência Africana Contra Ocupação Europeia


Introdução
Africa é  um continente um tanto quanto pobre devido a varias razoes históricas como as que serão mencionadas no decorrer deste trabalho, referimo-nos exatamente a ocupação colonial.
Africa foi por muitos anos dominada pelas colonias não conseguindo desta forma criar as suas próprias bases de desenvolvimento, mais vários esforços foram envidados até que em 1960, o tão conseguido ano foi conhecido como ano Africano, esta foi a década em que a maiorias dos povos africanos ficaram independentes, mas claro depois de varias batalhas travadas, outras das quais serão tema do nosso debate neste trabalho que se segue.
Causas de Resistências
Os sistemas coloniais apresentavam se diversos quanto a forma a intensidade com que utilizavam seus mecanismos e instrumentos de dominação diante da rica variedade de cultura pre colonial.
Também não resta duvida de que a dominação não foi efetiva em todos os espaços geopolíticos, ficando na pratica circunscrita aos pequenos centros e seus arredores ,nos espaços económicos produtivos e ao longo dos caminhos de escoamento dos produtos de exportação.
De todo modo ,o processo de colonização foi sempre marcado pela violência, pelo desproposito, não raro, pela irracionalidade da dominação.
O confisco das terras, as formas com pulsórias de trabalho, a cobrança abusiva de impostos e a violência simbólica constitutiva do racismo, feriram o demonismo histórico dos africanos
Formas de Resistências
Eram movidos por um sentimento patriótico fundido a um sentimento religioso fortemente arraigado. Significa dizer que essas populações lutaram pela defesa do seu território e da sua fé, uma vez que lhes era inaceitável, como islamizados, ser submissos no plano politico a uma potencia crista no caso da Grã-Bretanha.
Não Cooperação, os chefes locais diziam aos seus povos para abandonarem as regiões ocupados pelos invasores ou para não produzirem nas suas machambas o que eles impunham.
ALIANÇA DIPLOMATICA-consistia no estabelecimento de alianças atácticas entre os lideres africanos e os invasores como forma de os primeiros manterem a sua independência
EXEMPLO DE RESISTENÇIA NA AFRICA DO NORTE-Resistência em Marrocos
Durante muito tempo  Marrocos foi cobiçado pelos espanhóis conseguiram em 1893 derrotar o Rei Hassan-1.estenderam as suas conquistas ate Melila.
Ao mesmo tempo que os Espanhóis ocupavam territórios, os franceses tomaram tuati na parte sul de Marrocos, em 1899,aqui a ocupação Francesa enfrentou uma forte resistência dos lideres locais. Porém , a força militar dos Franceses era enorme para derrotar a resistência em 1901.
Na tentativa de manter a sua independência o jovem sultão de Marrocos Abel al-Aziz pediu apoio britânico e Alemães. estes aconselharam –no a aceitar submeter-se aos Franceses.
Mais a sul a resistência contra a dominação dos franceses foi liderada por MULAY  IDRISSE, um governador do sultão al-Aziz.
Outro líder de resistência importante foi o xeique americano que , entre 1909 e 1926 decretou a jihad(guerra santa) contra penetração espanhola em Rif-no norte Marrocos
EXEMPLO DE RESISTENCIA QUE SE DEU NA AFRICA ORIENTAL-(a resistência em Tanganhica)
Entre 1880 e1914,o sultanato de zanzibar  exerceu uma grande influencia politica e económica sobre o continente, chegando a rivalizar com os comerciantes arabes-swahilis fixados na costa . o comercio de marfim e escravos fez surgir, na costa de Tanganica A CIDADE DE KILWA, dominada pela cultura swahil.
A chegada dos Alemães nos finais do sec-19 ameaçava os negócios dos árabes por isso, trataram de organizar a resistência.
No interior de Tanganica a resistência contra a ocupação alemã realizou-se em torno de chefes como Hassan bin omar e Mkwawa.
Os HeHe , sob direcção deMkawa ,mataram em 1891. 209 Alemães  responderam em 1894 com um ataque aos HeHe, e capturaram da sua capital, mas Macua conseguiu fugir. Foi perseguido durante 4anos pelo inimigo e para não ser capturado preferiu suicidar-se.
Os povos da costa organizaram a sua resistência contra os Alemães em volta de ABUSHIRI descendente de um dos primeiros colonos árabes. Em 1888 as tropas de ABUSHIRI incendiaram um navio de guerra alemão em TANGA e deram dois dias aos Alemães para abandonarem a costa da Tanganica. Depois de Tanga as forças de ABUSHIRI atacaram Kilua, tendo morto os dois alemães que ali estavam e depois assaltaram Bagamoyo.
Em 1889 as tropas alemãs dirigidas por Hermann Van  Wissmann atacaram ABUSHIRI tendo o obrigado a refugiar-se em UZIGUA, onde foi traído e entregue ao inimigo aos 13 de dezembro de 1889 e enforcado em Pangane
Principais Resistências Que Eclodiram na Africa Austral
Resistência Zulu
os Zulus eram um povo numeroso que vivia na região norte da Africa do Sul.
Este povo resistiu contra a dominação do ingleses que pretendiam submete-lo e usar os seus filhos como mão-de-obra nas plantações agrícolas e nas minas.
A resistência dos Zulus foi liderada por cetswayo e teve inicio em Dezembro de 1878, os ingleses atacaram o território zuku mais foram derrotados na batalha de issandawana. Em junho do mesmo ano, os ingleses, mais bem armados, derrotaram finalmente os zulu na batalha de Ulundi. Depois desta vitoria , os ingleses, dividiram o império zulu em chefaturas cujo a administração entregaram a pessoa da sua confiança.
Resistência Ndebele
 No período entre 1870 a 1888, Lubengula, rei dos Ndebele seguiu uma politica de aliança com Estados, e que soube atirar países e empresas uns conta os outros. Não abriu portas do seu pais a estrangeiros para caçar e minerar.
A política de colocar uns contra os outros terminou em 1888, quando Cecil Rhodes, dono da British South Africa company, com fortes ambições pela região, persuadiu o alto comissario sir Hercules Robinson, bem como sir Rodney Shipard a apoiar os esforços de reverendo John Smith Moffat, de cristianizar os Ndebele e de destruição do seu estado.
reverendo John Smith Moffat, que se tinha apresentado a Lubengula como homem de Deus e desinteressado pelo dinheiro e conquista do estado Ndebele, tinha se tornado seu conselheiro espiritual, foi nesta qualidade que ele aconselhou o rei a aliar se aos Britânicos e afastar se dos portugueses, Alemães e Africâner. Lubengula assinou no dia 11 de Fevereiro de 1888 com os Britânicos a Convenção Moffat, em que ele se comprometia a não assinar com qualquer outra potencia nenhum tratado, com vista a vender, alienar toda/parte do seu território sem o consentimento do seu Meges.
As Consequências Da Resistência Africana
A indignação dos Ashantes levou praticamente todos estados importantes a enfrentarem os ingleses em eliminar as batalhas sangrentas, debelados, so depois da prisão e da deportação de líder, a rainha de Edweso, Nana, Yaa azantewaa e vários generais Ashantes em 1900.
Em Tanganhica na Africa Oriental a colonização Alemã marcada por crueldade, pela injustiça e pela exploração, quando os autóctones foram desapossados das suas terras, dos seus lares e da sua liberdade, ao mesmo tempo que lhe foram impostos trabalhos forçados sob más condições, cobranças de imposto excessivos e maus tratos.
A causa imediata de levante foi a introdução da cultura obrigatória de algodão, na qual a população era obrigada a trabalhar por um salario tão irrisório que alguns recusavam a receber.
Os Maji-majis não eram contra a cultura de algodão em si mais contra todo tipo de cultura imposta que explorasse o seu trabalho e constituísse ser ameaça a economia domestica africana.
Para unir cerca de 20 grupos étnico-culturais diferentes e combater a ferrenha dominação Alemã kinjikitil recorreu as suas crenças religiosas. Atendendo-as aos princípios tradicionais de unidade e liberdade próprias dos povos Africanos da Região.
A guerra instalou na ultima semana de Julho de 1905 e as primeiras vitimas foram o fundador do movimento e seu auxiliar mais próximo enforcados no dia 4 de agosto do mesmo ano. O pai de Kinjikitil reergueu a bandeira do movimento assumindo o titulo de Nyanguni, uma das três grandes divindades da região e continuou a ministrar o Manjikitil, mas o movimento acabou sendo brutalmente reprimido pelas autoridades alemãs.
Debelado o movimento, as sociedades tradicionais foram quase totalmente istintas.
Rangers, Iniciativas e Resistências Africanas em face da Partilha de africa
O pensamento africano sobre a partilha e a conquista apresenta uma composição de ideias fieis a pratica politica de negar a dominação da civilização branca, ocidental, sobre o mundo negro, “inferno tenebroso”, isto é africa. Cioso do seu protagonismo da historia , se por um lado as elites culturais africanas aceitam o conjunto de elementos económicos como eixo impulsionador do expansionismo do território europeu, acrescentam a esse discurso dois elementos fundamentais,  a critica ao etnocentrismo europeu e ao racismo, por outro lado, o tema de resistência africana.
“No caso de cristianismo evangélico” a partilha de africa era explicada como consequência de um impulso missionário e “humanitário” orientado para regenerar os povos africanos movimentos missionários, sobretudo dos Luteranos Alemãs e da diversidade dos calvinistas evangélicos a serviço da sociedade missionaria de londres, atuantes na Serra Leoa, na Costa de Ouro, na Nigéria e na Libéria, e das  missões católicas na bordadura do Senegal clamava a conquista de africa pela europa como um meio de por fim a escravatura e ao massacre dos negros, ao mesmo tempo que pretendia instaurar as condições necessárias para “regenera-los”, isto é, torna-los cristãos civilizados.
É importante ressaltar que, uma outra forma, as teorias “diplomáticas” atribuem a africa um papel de mero apêndice da historia da civilização ocidental. É bem verdade que algumas pesquisas constituíram importantes acessões a essas tendências por considerarem que partilha parte de um lento processo de conquista de cerca de 400 anos, acentuado pela crescente concorrência entre países europeus.
É importante registar também os tratados bilaterais europeus na medida em que as circunstancias na quais sao feitos constituem uma das razoes centrais ara a eclosão da luta de resistências africanas conforme se refere no capitulo anterior, o sec.XIX encerrou se com a partilha de africa praticamente concluída graças a um conjunto de tratados, acordos e convenções blaterais, realizados nas capitais europeias regulamentando as esferas de influencia do continente africano. 

4 comentários:

  1. a historia foi boa, nela aprendi muita coisa, consegui defender o meu trabalho quando xtava no curso.

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